Brasil perde 1 milhão de alunos na educação básica em 2025
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O Brasil registrou uma queda significativa no número de estudantes matriculados na educação básica em 2025. De acordo com dados do Censo Escolar, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o país perdeu cerca de 1 milhão de matrículas em apenas um ano, considerando todas as etapas da educação básica.
Especialistas apontam que a variação está acima das projeções estatísticas e deve ser analisada com atenção para identificar as causas do fenômeno.
Ensino Médio concentra a maior queda
A redução mais expressiva ocorreu no Ensino Médio, que registrou queda de aproximadamente 428 mil matrículas em 2025.
Entre os estados, São Paulo apresentou a maior redução absoluta, com cerca de 250 mil estudantes a menos nessa etapa de ensino. Em comparação, outros estados tiveram perdas menores:
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Rio de Janeiro: redução de cerca de 18 mil matrículas
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Paraná: queda de aproximadamente 22 mil estudantes
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Pará: cerca de 10 mil matrículas a menos
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Rio Grande do Sul: redução de aproximadamente 13 mil alunos
Segundo os dados, Santa Catarina e Roraima foram os únicos estados que registraram crescimento leve nas matrículas.
Queda atinge várias etapas da educação
O levantamento também aponta redução em diferentes níveis da educação básica no país.
Confira o panorama:
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Ensino Médio: queda de 6,2%
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Ensino Fundamental: redução de 5,8%
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Educação de Jovens e Adultos (EJA): queda de 5,8%
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Educação Infantil: redução de 3,2%
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Educação Indígena: queda de 2,1%
Por outro lado, as matrículas em creches apresentaram crescimento de 1%, sendo o único indicador positivo dentro do conjunto analisado.
Escolas de tempo integral aumentam
Apesar da queda geral no número de matrículas, o Censo Escolar aponta um aumento na proporção de estudantes matriculados em escolas de tempo integral.
No entanto, esse crescimento ainda não foi suficiente para compensar a redução no total de alunos matriculados, especialmente nas etapas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
Especialistas defendem que o cenário exige investigações mais detalhadas para compreender os fatores por trás da queda, que podem envolver desde mudanças demográficas até evasão escolar e transformações nas políticas educacionais.